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De Amélia à andrógena

Written By De Estimação on domingo, 6 de julho de 2008 | 15:25



No tempo da minha avó o futuro das boas moças era casar, cuidar do marido e dos filhos. O marido muitas vezes era escolhido pela família e o casamento nem sempre era feliz. Entretanto, ainda assim valia mais a pena estar casada e infeliz do que ser chamada de solteirona ou moça da vida. Bem, como tudo na vida muda, o comportamento das mulheres também, e me arrisco a dizer que este mudou de oito para oitenta! Não é de hoje que as mulheres escolhem os seus próprios companheiros, muitas nem fazem mais tanta questão de se casar – morar junto já basta -, outras preferem a produção independente e não temem mais a experiência de ser mães solteiras. Além disso, o que muitas almejam é continuar solteiras e investir na carreira profissional.

No tempo da minha mãe as mulheres esperavam pelo cortejo dos homens, gostavam de ser paqueradas e os rapazes que tentassem acarinhar com algo que fosse além de um aperto de mão corriam o risco de levar um bofete. Atualmente o homem que só pega na mão também corre o mesmo risco, porém por outro motivo. Por falta de iniciativa, para não dizer: sem pegada!

No meu tempo as mulheres já começavam a ter liberdade própria. Cobiçavam o lugar dos homens no mercado profissional, começaram a não esperar por um telefonema após um encontro, passaram a “dar em cima” de quem as interessasse, fosse homem ou mulher, casado ou solteiro, mais novo ou mais velho. Assim, dia após dia as mulheres foram conquistando o seu lugar dentro da sociedade. Atualmente as mulheres não só conquistaram o seu lugar, como também trocaram de lugar com os homens. Enquanto muitas estão à frente de altos cargos no mundo dos negócios, seus maridos, companheiros e muitas vezes até seus namorados, estão em casa, desempregados, cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos. Essas mulheres podem ser chamadas de mulheres andrógenas, por ainda que femininas, apresentam características do comportamento masculino.

Por outro lado, hoje, canções como Loira burra, “só as cachorras”, e afins, retratam a mulher brasileira, enquanto no tempo da minha avó, as mulheres eram homenageadas por canções como Amélia, de Mario Lago e Ataulfo Silva. É claro que atualmente nem todas as mulheres são “cachorras”, mas é fato que, de um modo ou de outro, o comportamento da mulher atual vem intimidando determinados homens. Afinal, qual mulher que trabalha, estuda, é inteligente, bonita, simpática e cheia de planos para o futuro já não se viu diante de um homem que não conseguiu digamos, “segurar o tranco” de estar ao lado de uma mulher independente que não precisa dele para nada, ou pelo menos para quase nada? Esses homens ainda preferem as “Amélias”, do tempo da minha avó – mais fáceis de controlar e muita das vezes submissa às vontades deles. Pois é! Agora vale a pena pensar. Que tipo de mulher os homens realmente querem ao seu lado? As Amélias ou as andrógenas? E mais que isso: Que tipo de homem você quer ao seu lado?
Pauline Machado

3 comentários:

Juliana Aquino disse...

Eita coisa complicada!! O homem q eu quero é o q eu escolhi, pode não ser o mais certinho, o mais belo, mas é td de bom pra mim, cabe nos meus conceitos. Agora o q o homem quer.... MISTÉRIOOOOO ETERNOOOOOOOOOOOOOOO
HAHAHAHHA
Adorei seu blog! Vi no post da comunidade do Orkut!
Beijocas
www.modaemdia.wordpress.com

George disse...

è párro's!!! Análises! Análises!!!!!!

Seguimos modelos de modelos! Cria-se um, esgota-se outro! e assim sucessivamente!

As conquistas ficam, prevalécem, assim como os custos de tal empreitada!

parabéns pelas exposições.

Dandok disse...

adoorei o seu post!! é muito dificil de achar algo falando das mulheres andrógenas !

beijos

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